Bienal da experimentação

Bienais podem ser espaços de experimentação?

O modelo das bienais encontra-se já faz algum tempo em crise, com a avassaladora força do mercado de arte pressionando seus espaços e suas escolhas. Muitas alternativas estão sendo experimentadas, como a abertura para outras áreas do conhecimento, como fez a curadora Carolyn Christov Bakargiev, na Documenta de Kassel, em 2012, ou a busca da diversidade artística, como propôs Massimiliano Gioni, no “Palazzo Inciclopedico”, da Bienal de Veneza 2013.
É nestes momentos de crise de modelos e flutuação de poderes que se abre espaço para que uma produção mais reflexiva, resultante de pesquisa acadêmica, como a do artista plástico professor da UFRGS Helio Fervenza, seja percebida, e ele convidado a participar da Bienal de São Paulo, e, depois, como um dos dois representantes do Brasil na Bienal de Veneza.
Foto: Helio Fervenza
Foto: Helio Fervenza
Os curadores da representação brasileira, Gabriel Pérez Oramas e André Severo, coordenam a ocupação do pavilhão projetado por Oscar Niemeyer, que dispõe de um amplo hall central e duas salas laterais. Cada um dos artistas convidados – Helio Fervenza e Odires Mlászho – dispõe de uma das salas laterais para colocação de obras criadas especialmente para esta mostra. No grande hall, que se conecta com elas, estão expostas as esculturas Côncavo/convexo (1946), de Bruno Munari, Unidade Tripartida (1948), de Max Bill, e Trepante/Obra Mole (1965), de Lygia Clark, além de obras dos dois artistas convidados. Essa disposição no grande hall, segundo a curadoria, recupera o diálogo antropofágico da arte produzida no Brasil com as tendências da arte consagrada nos centros hegemônicos internacionais. Tendo, neste caso, como tema a Fita de Moebius, que, retorcida e presa em suas duas pontas, coloca em questão “o dentro e o fora” que dão título à mostra.
Helio Fervenza
Helio Fervenza
Essa genealogia formal e conceitual funciona também como legitimadora dessa representação brasileira, que traz nomes pouco conhecidos do meio de arte nacional e internacional. Fervenza e Mlászho são artistas em meio de carreira ( 50 e 53 anos), residentes em regiões periféricas (Rio Grande do Sul e Paraná). Com uma sólida produção, eles, no entanto são pouco integrados ao sistema e ao mercado, Mlászho trabalha só com a galeria Vermelho, e, Fervenza com nenhuma. Segundo Fervenza, Oramas diz que ele realiza uma escrita da imagem, enquanto Mlászho produz uma imagem da escrita. A questão é que ambos deslizam nas fronteiras tênues do texto e da imagem.
Odires Mlászho
Odires Mlászho
O título da mostra, “Dentro/Fora”, cai como uma luva na prática de Fervenza, que, abordarei com mais detalhes. Tivemos uma longa e agradável conversa, na qual ele disse que, constantemente, se pergunta “O que está fora e o que está dentro da experiência de arte?”. Seu trabalho possui uma porosidade que dificulta sua classificação como obra de arte, fugindo aos padrões do expectador tradicional. Seus objetos são captados em sua cotidianidade e suspensos pela imaginação interrogativa do artista, que questiona seus códigos de interpretação. Sua proposta estética funciona como uma intersecção de signos, explorando as dimensões simbólica e conotativa dos materiais. Assim, as imagens de anzóis, coloridos e atrativos ao olhar ao mesmo tempo apontam uma sedução que conduz á captura e á morte, e suas fotos contra o céu azul remetem, também, ao azul do mar. Assim, ele estabelece uma cartografia de relações com outros usos para as topologias. Suas instalações são quase teoremas, referência que ele já assume no próprio título da obra “(peixe, sombra) dentrofora (do céu da boca) d´água ( , )”.
Foto: Helio Fervenza
Foto: Helio Fervenza
Fervenza é professor no Departamento de Artes Visuais da UFRGS, e desenvolve um trabalho de investigação, à margem dos modismos, que gostaria de destacar. Preocupado com a expansão de questões conceituais em suas práticas artísticas, ele inscreve, no espaço expositivo, verdadeiras equações enlouquecidas – com parênteses, colchetes e pontos – que alteram a significação de objetos comuns, como uma rodinha com rolimã ou uma folha de jornal. Muitos sentidos podem ser descobertos, remetendo-se a associações e também à falta delas. Seu trabalho aponta a possibilidade de um novo olhar, mais sutil e sensível, aberto ao ínfimo e à surpresa, estabelecendo processos de suspensão na visualidade trivial. Este é o caso, por exemplo, da foto de um palito que flutua no ar, que faz parte de sua instalação. Ela resultou da descoberta, real, de um palito suspenso por um fio de teia de aranha, que criava uma estranha, ambígua e absurda realidade, rapidamente incorporada pelo artista ao seu discurso poético.
Foto: Helio Fervenza
Foto: Helio Fervenza
Sua genealogia remonta aos artistas conceituais dos anos 70, que ele renova, associando aos seus conceitos operacionais uma extrema acuidade para o visual e para as contaminações que alimentam/destroem nossa sociedade. Tudo pode ser material de arte para este artista que explora o mundo com olhos de um cientista ou descobridor. Em sua proposta de “transposições do Deserto”, nas cidades de Santana do Livramento (onde nasceu e viveu sua infância), no Brasil, e de Rivera, no Uruguai, professoras falaram sobre desertos, em um mesmo dia e horário, para alunos, em escolas e idiomas trocados. Surpresas e dúvidas sobre o papel do artista e da arte inquietaram os participantes e o próprio Fervenza. O relato desta experiência é apresentado como um de seus trabalhos em um pequeno folheto de capa amarela, sem imagens.
A contemporaneidade de suas práticas se estabelece na medida em que ele aponta caminhos desdobrados e instigantes para a consolidação da atividade artística, realimentando a autonomia da estética, mas, ao mesmo tempo, abrindo-se para as inquietudes e os inesperados do mundo. Bienais que buscam outras alternativas, afastando-se do controle do mercado e do mainstream, podem ser bons lugares para este tipo de experimentação.

por Maria Amélia Bulhões.

Autora do livro Web Arte e Poéticas do Território pela Editora Zouk:

PROJETO ARMÊNIA

10255258_614802941990630_857653983225581322_oEXPOSIÇÃO NA PUC/SP EM JUNHO/SETEMBRO/NOVEMBRO

PROJETO: ARMÊNIA: ALAK-DAN

 

Introdução:

Em 1939, dia 22 de agosto, num discurso dos chefes militares do III Reich, Adolfo Hitler disse: “Nossa força deve residir em nossa rapidez e em nossa brutalidade, tenho dado ordens a unidades especiais da S.S. de se mudarem para a frente polonesa de matarem sem piedade homens, mulheres e crianças. Pois quem é que fala hoje do extermínio dos armênios? “.

O povo armênio foi vitima desta hedionda chacina, quando o governo turco na primavera de 1915, dia 24 de abril, se dispôs a executar um projeto monstruoso de exterminar um milhão e meio de armênios.

[…]Milhares de armênios se converteram ao islamismo pela força; milhares de meninas e meninos foram sequestrados; centenas de milhares de belas moças foram transformadas em prostitutas e convertidas em escravas nos haréns turcos. E assim levaram todo o povo, homens, mulheres, velhos, crianças, mulheres grávidas, bebes.

Exterminava os homens por grupos: atava-os com cordas grossas e correntes e lançava-os ao rio ou empurrava-os das montanhas ao abismo. Vendiam-se mulheres e crianças em praça pública; os velhos o os adolescentes eram levados a porretadas para os trabalhos forçados. Porém, nada era suficiente: para que fosse indelével e mancha de suas mãos criminosas, os captores bárbaros levavam o povo, depois livrá-los de seus líderes, para fora das cidades a qualquer hora do dia ou da noite, eles apareciam nas casas armênias e ordenavam para que seguissem, sem mesmo dar-lhes tempo de trocarem suas roupas de dormir, saqueavam suas casas, queimavam seus povoados, destruíam as igrejas ou as transformavam em mesquitas, levavam o rebanho. Oficiais, militares, soldados, pastores, rivalizavam em suas orgias selvagens de sangue, tirando meninas órfãs das escolas para satisfazer seus instintos bestiais, batiam com garrote nas mulheres que caiam ou as que estavam para dar à luz; aqueles que podiam arrastar-se, continuavam até caiam no caminho e morriam. convertendo a terra em lama tingida de sangue. (Texto extraído do livro; Massacres de Armênios: Nubar Kerimian e Memórias de Naim Bey para Aram Andonian. 1981. ed. Comunidade da Igreja Apostólica Armênia do Brasil, p. 250-251).

Comecei com esse texto, para relembrar das atrocidades feitas ao povo armênio, que nada diferem do nazismo em relação ao povo judeu. É uma violência para qualquer povo, para qualquer raça, para a humanidade. Armenia cuja origem, língua, raça e religião, vem de Haig, filho de Thorgom, neto de Gomer, e este por sua vez neto de Noé e fixara seu povoado na vizinhança do ponto em que Noé atracava com sua Arca no Monte Ararat, criando a Armênia e deu o nome de Haiastan (Armênia). Assim sendo a Armênia é um dos mais antigos países do mundo. Está situada no oriente próximo entre mar negro, o mar Cáspio e o mar Mediterrâneo. O povo Armênio bem como o seu idioma pertencem ao grupo Indo-Europeu, foi na Armenia que se formou o grande Império Uratu. Tribus conhecidas na história com o nome de “povos de Nairi (País dos rios). Em 301, o cristianismo brilha em toda a Armênia como estrela primeira grandeza, o governo decreta pela primeira vez na história como religião oficial. O papa Urnano II no ano de 1095 em Clement (França) lançou o grito das cruzadas. Os Armênios participaram das cruzadas para libertar o Santo Sepulcro em Jerusalém das mãos dos turcos por volta do ano 1100. A independência da Armênia começa no ano 189 antes de cristo e no reinado de Tigran II ano 95 a.C., que a Armênia começou a florescer, foi a época de maior esplendor, paz e progresso até o século IV da era Cristã. Com a invasão turca, a Armênia foi dividida em Armênia-turca e Armênia-russa, ficando a maior parte para a Turquia. Entretanto, seu povo nunca deixou de lutar pela liberdade. Isso por volta de 1375. Apesar de todos os relatos feitos e fotografados, entretanto, a Turquia não foi levada ao Tribunal Penal Internacional. Ela nunca se arrependeu, nem fez expiação alguma. Nunca castigou os perpetradores das atrocidades, nem sequer processou. Muito menos tem feito em termos de justiça aos sobreviventes danificados pela morte de seus parentes ou pelos bens roubados ou destruídos.

Nesses 100 anos do genocídio, herdeiros da tragédia, nestas terras de liberdade onde encontramos um refúgio a lembrança do genocídio armênio e da culpabilidade de quem o realizou.

E para isso, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, compreendidas como estruturas vitais de cognições e afeto que incorporam a suas práticas dos espaços o compromisso com a formação de uma consciência perceptual e o pensar sistêmico ampliando-se de dentro para um sentido de não exterioridade e pertencimento, como proposta de método e autenticidade essenciais para a inauguração ou estado inaugural (poiético) do campo de linguagem e possibilidades de ser. Os processos e modos como se dão a experiência e geração de sentidos, quando compartilhamos em interação, serão indicadores qualitativos e éticos do sistema e mecânica do solo da micro-geografias das ações e éticas artísticas e culturais. (Harvey, David “The Geography of the manifesto” California: University of California Press, 2000, p. 21).

Propõe-se uma relação compartilhada, por colaboração de saberes, com movimentos de experiências, de pertencimentos e ao mesmo tempo de comprometimento, que se reconheça com via as transformações recíprocas.

Objetivo Geral: O objetivo geral dessa mostra é inquietar , mobilizar o processo de convergência de conhecimento sobre o Genocídio Armênio, que faz 100 anos esse ano de 2015. Uma reflexão atualizada e interdisciplinar sobre suas consequências na atualidade. Serão realizadas palestras e colóquios, exposições de arte, música, sobre o assunto, dando assim um maior significado, com um único acontecimento, mas com várias variantes e que verbere para outros acontecimentos e sentidos. Temos que aproveitar esses momentos de reflexões para mudar e transformar.

Objetivo específico e metodologia: O foco dessa pesquisa e curadoria está baseada em quatro conceitos etnográficos: genocídio, memória, palestras e mapas (criar história, criar memórias). Assim, por esses conceitos, teremos colhido arquivos e documentos de afetos, memórias, onde se pretende mostrar que o destino final do arquivo está situada não em sua própria narrativa, mas sim na história que ele torna possível (parte de ficção atuam sobre a história). Introduziremos ao público situações ou ensaios e proposições sobre o assunto pesquisado, por meio de fotografias, objetos colhidos na pesquisa de campo, pintura , art especifique e performance.

Os artistas convidados serão: Bruno Trchmnn, Ana Luiza  Kalaydjian , Nick Alive, Janaina Barros e Wagner Viana.

Palestrantes sobre cultura, memória, geopolítica, psicologia e do direito e processo penal: Prof. Dr. Pedro Henrique Demercian, Prof. Dr. Vidal Serrano Nunes Júnior, Prof. Dr. Oswaldo Henrique Duek Marques e Prof. Dr. Antonio Carlos da Ponte

Na Cultura e Memória: Prof.Dr. Rogério da Costa (PUC/SP), Prof. Dr. Paulo Roberto Monteiro (Mackenzie), Prof. Dra. Silvia Pavarchi (USP/SP) e Prof. Dr.Willis Guerra (PUC/SP).

 

Nosso portal: Guilherme Espindula Marassi/ Andrei Kirazian

Pesquisadora e curadora de arte: Prof.ª Roseli Demercian

Documentário: diretor geral de arte Roseli Demercian.

Edição: Izabella Demercian

Mapeamento: Roseli Demercian.

Fotografia: Carolina Kurcis

EXPOSIÇÃO NO TUCARENA:

Artistas Bruno Trchmnn e Ana Luiza Kalaydjian

ALAK-DAN: Memórias Guardadas

Curadoria e museografia das exposições: LOLY DEMERCIAN

Abertura: dia 08 de junho de 2015

Abertura para o público: 19.00h

Colóquios: A partir das 20h00 com os professores doutores:

Prof.a Silvia Regina Paverchi: A Armênia atual e a diáspora: questão do genocídio envolvendo trauma e assuntos fronteiriços.

Prof.Dr. Paulo Roberto Monteiro de Araújo : Didi-Huberman: Memória como ação do ressurgir- a Matança.

Prof.Dr. Rogério da Costa Santos : Biopoder e racialização: sementes de ódio no genocídio armênio.

Prof.Dr. Willis S. Guerra Filho : Genocídio Armênio e a continuidade dos crimes contra a humanidade.

Curriculos dos palestrantes:

Paulo Roberto Monteiro de Araújo: Doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (2003). Atualmente é professor do Programa de Pós-Graduação Stricto Senso em Educação, Arte e História da Cultura na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua principalmente nas seguintes áreas: Cultura Contemporânea, Arte, Ética e Filosofia Política. 

 

Rogério da Costa Santos: possui doutorado em História da Filosofia – Université de Paris IV (Paris-Sorbonne) (1998), mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1991) e graduação em Engenharia de Sistemas e Computação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1983). Atualmente é assistente doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, professor do Programa de Pós Graduação em Comunicação e Semiótica. Parecerista Fapesp. No período de 2004/2005 dirigiu a área de tecnologia da PUCSP. No período de 2005/2006 dirigiu a área de metodologias e tecnologias da informação da BIREME/OPAS/OMS. Coordena atualmente o Laboratório de Inteligência Coletiva – LInC (www.linc.org.br). Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teoria da Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: inteligência coletiva, redes sociais, cibercultura, comunidades virtuais, biopolítica e capitalismo cognitivo.

 

Silvia Regina Pavechi: Professora do Departamento de Secretariado Executivo da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Doutoranda do Programa de Integração da América Latina (PROLAM/USP)- área: comunicação e cultura – tema: fluxos migratórios na América Latina, “diáspora armênia no Brasil, Argentina e Uruguai”. Bolsista do Genocide and Human Rights University Program pelo Zoryan Institute (Agosto/2012 – Toronto, Canadá). Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUCSP – tema: cultura brasileira – literatura e adaptação no cinema. Graduada em Secretário Executivo Bilíngue/ PUCSP. Docente convidada para cursos de Extensão da FFLCH/ USP sobre:1. Cáucaso e Armênia atual, 2. Cinema e Migrações. Professora Leitora de Português, literatura e cultura brasileira no pós-graduação da Universidade Estatal e na graduação da Universidade Estatal Linguística (After V. Brusov), Ierevan (Armênia) -Programa Leitorado CAPES e Ministério das Relações Exteriores do Brasil 2009/2010. Experiência técnico administrativa na área de Relações Internacionais para intercâmbios internacionais de mobilidade estudantil e docente e organização de eventos científicos. Ministrou aulas nos cursos superiores de Letras, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda, em curso livre de Cinema e Vídeo e projetos de extensão. Tem participação em eventos internacionais, grupos de estudo e publicações nas áreas de Português, literatura, cultura, cinema e migrações. Contatos: silviapaverchi@yahoo.com.br e silviapaverchi@usp.br

 

Willis Santiago Guerra Filho : Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Ceará (1982), mestrado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1986), doutorado em Ciência do Direito, Universität Bielefeld, Alemanha (1995) e em filosofia (IFCS-UFRJ), onde também obteve o pós-doutorado na mesma área, e a livre docência em filosofia do direito pela UFC. Atualmente é professor doutor dos programas de pós-graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Universidade Braz Cubas, Mogi das Cruzes, SP, sendo ainda colaborador dos programas de pós-graduação em Direito da Universidade Candido Mendes e da Escola Paulista de Direito,SP. Professor titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Constitucional, atuando principalmente nos seguintes temas: direitos fundamentais, princípio da proporcionalidade, processo, dignidade da pessoa humana e filosofia do direito.

 

 Cronograma da semana no Tucarena: 

dia 09 de junho:

Leitura de borra de café das 15.00h as 17.00h

Coral e dança típica da armênia: as 19.30h

dia 10 de junho:

Encontro do professor de relações internacionais  James Onnig Tamdjian , pesquisador do conflitos Contemporâneos da Unifesp, com os jovens descendentes do genocídio armênio,( Philipe Arapian, Archavir Donelian e Guilherme Markossian) que são alunos e ex-alunos do direito e outras áreas.

dia 11 de junho as 20.00h

Peça de teatro: 1915,  pelo  Grupo Teatral ARCA

 

 

Exposição em setembro na biblioteca (datas a serem confirmadas).

EXPOSIÇÃO: em setembro na Biblioteca:

CULPA DE SER, CULPA DE NÃO SER:

Ana Luiza Kalaydjian: As caixas de pintura, caixas e caixinhas de madeira com várias gavetas, guardam coisas, memórias e recordações. Cada caixa tem seu discurso pessoal, algumas foram cortadas ao meio e coladas de forma q precisaram se reestruturar, outras foram forradas com veludo contendo objetos feitos pela artista com pó de café e verniz. Objetos que guardam às memórias, as histórias e o tempo.

Ronaldo Auad: Esculturas de imagens religiosas da armênias .

Nick Alive: grafitti do monte Ararat em placas de MDF.

Performance dos artistas Janaína Barros e Wagner Viana :  abordaremos sobre histórias que são negadas. Ou sobre aquilo que aparentemente não existe. Histórias de genocídios invisibilizadas pela história oficial. Como repensar esta nova,ou ainda, outra, história onde seja possível considerar estes protagonismos negados?

No auditório Paulo IX , situado na Biblioteca: Exibiçao do Filme : Mayrig ( França)

Palestra da Prof.ª Dra. Silvia Paverchi sobre o O genocídio armênio na literatura e no cinema, uma análise das adaptações “Ravished Armenia” e “Mairig”
Conteúdo:
– breve abordagem das produções da e sobre a diáspora armênia pós-genocídio
-foco principal:  análise das obras literárias “Ravished Armenia”(EUA)   e “Mairig” (França) e respectivas adaptações para o cinema. Contexto das publicações e adaptações. Relação obras e diáspora armênia nos EUA e França. O cinema e e literatura como relatos “de dentro”  de uma dor geracional, não exaurida, que ainda se faz presente “nas armadilhas de memória” e em forma de arte. 
– Observações acerca da diáspora na America Latina.: abordagem dos trabalhos de TCCs de cursos de jornalismo e audiovisual em SP : “O legado de 1915” e “Memórias de uma terra distante”.

 

EM NOVEMBRO FECHAMENTO:

Exposição das fotos colhidas no documentário que estamos realizando sobre : Heranças do Genocídio , sobre depoimentos de vida e memórias sobre familiares que viveram o genocídio dos armênios. E plotagem das fotos do concurso cultural do instagram.

-Exibição do  Documentário da pesquisa realizada do dia 01 de abril a 30 de agosto de 2015, sobre famílias armênias que vivem em São Paulo, revelando suas memórias e de vida. Por Roseli Demercian, Carolina Kursis e Izabella Demercian, no auditório Paulo IX, situado na biblioteca.

Conversa com os autores do documentário e com a comissão do evento, conclusões.

 

MISSA ECUMÊNICA:

na Capela da PUC/SP.

Currículos dos artistas visuais:

BRUNO TRCHMNN

Nasceu em Campinas em 1988. Iniciei minha formação artistica tendo aulas de desenho e pintura com a artista plástica Vânia Mignone e em 2006 ingressei no curso de Artes Visuais da Unicamp. Vivo em Campinas-SP onde trabalho como professor e sou organizador do evento de música experimental TUDOS, que ocorre todo mês em Campinas desde 2014 (https://www.facebook.com/TUDOSexperimental?fref=ts), além de desenvolver dois projetos de música experimental: – Para Leila Khaled, um projeto focado na música do oriente-médio e a causa palestina(soundcloud.com/leilaleilabaladibaladi), e o Denominadores Incomuns, uma banda instrumental que explora a liguagem do punk como abstração sonora e poética(soundcloud.com/denominadoresincomuns).

Meu trabalho gira em torno das relações poéticas  possíveis com outras culturas e suas implicações políticas, numa especie de esforço “desorientalista” de lidar com o outro,  partindo de uma relação pessoal com a música, cultura e lutas sociais do oriente-médio e do mediterrâneo. O material utilizado para esses trabalhos tem origens diversas: gravações em cassete e discos de 78 rpm de música do oriente-médio para criar colagens sonoras e revistas antigas, livros, fotografias antigas, cartões postais, jornais velhos em outras linguas, dicionarios para criar colagens visuais e gravuras. Meu trabalho visual pode ser visto no site: http://cargocollective.com/brunotrochmann

ANA LUIZA KALAYDJIAN:

Exposições Individuais

 2000: Capela do Morumbi SP

2000: Espaço Cultural dos Correios RJ

2002: Centro Cultural São Paulo SP

2003: Museu Metropolitano de Arte MUMA PR

2004: Museu de Arte de Ribeirão Preto MARP SP

2005: Projeto Ocupação Paço das Artes SP

2006: Espaço Pessoal – SESC Pompéia – SP

2009: Estruturas – Mac PR

2010: A Imagem da Casa – Badesc – SC

2013:Culpa de ser, Culpa de não ser – MHPA – PA

É Débito ou Crédito – 18 a 28/11 de 2010 – SESC – SP –Josué Matos

2011: Até meio kg – Arte postal – Pinacoteca Benedito Calixto, MACC – Campinas

MARP: Riberão Preto, Badesc – Florianópolis; Casa da Cultura – Londrina

Circuito Sesc de Artes:

Prêmios

2009: 8º Salão Nacional de Arte de Jataí – Goiás

2006: Cidade para Cidade – Galeria Olido

 Trabalhos em Praças Públicas

 1985/89 – Parques e Jardins – Prefeitura de Osasco

execução de esculturas públicas e brinquedos para praças

 Formação Acadêmica Licenciatura em Artes Plásticas – Mackenzie – SP

NICK ALIVE:

Artista paulistano iniciou sua carreira em meados de 1997. A busca pelo crescimento não cessou e hoje divide seu tempo entre as paredes, telas, papeis e desenhos digitais. O graffiti em sua vida é de fundamental importância pois as criações são coletivas por sofrerem interferência direta tanto de transeuntes quanto de outros artistas. Em suas telas utiliza tinta óleo, por ser um processo mais lento, em um encontro intimo com o silencio tem como busca o centro através da pintura, esse processo o obriga a pensar a todo momento em novas soluções para os trabalhos. Os desenhos, tanto digitais quanto de nanquim e lápis trazem o inicio de tudo, valoriza os traços antes das cores por que vê sua alma no gesto do traço. O tema principal de todo o seu trabalho é o espírito,a busca pelo silêncio, os padrões e símbolos usados sempre remetem ao centro, os seres abordados são andróginos, permitindo assim uma maior liberdade de definições por parte de quem vê sua obra.

Exposições / Eventos

2015 – Evento Recifusion – (Recife / PE) – participação como artista convidado de residencia artística e evento de graffiti.

2015 – Evento BTC – Bahia de Todas as Cores (Salvador / BA) – participação como artista convidado.

2015 – 2014 – Evento Street Of Styles (Curitiba / PR) – participação como artista convidado.

2014 – Legal (Washington DC / USA) – exposição coletiva – Exposição coletiva realizada na Gallery 102 localizada na universidade George Washington University and Gallery. Curadoria de Roberta Pardo.

2014 – Exposição ENTREMEIOS (São Paulo / SP) – participação como artista convidado – Exposição coletiva realizada na PUC com curadoria de Jordons Francisco – Projeto de João Bosco Millen.

2014 – Evento SUDA (Rosário / Argentina) – participação como artista convidado.

2014 – Evento Meeting of Styles (Porto Alegre / RS) – participação como artista convidado.

2013 – Exposição Coletiva Simpliscidade (Galeria do SESC Manaus) (Manaus / AM).

2013 – Exposição Coletiva SE EU FOSSE VOCÊ FARIA ASSIM (Galeria Urban Arts) (São Paulo/ SP) – curadoria Erica Mizutani.

JANAÍNA BARROS

Formação acadêmica/titulação

2014 Doutorado em Pós-graduação em Estetica e História da Arte.

Universidade de São Paulo, USP, Sao Paulo, Brasil

Título: O papel da autoria e suas articulações na arte contemporânea brasileira: os tensionamentos entre a territorialidade de gênero e aspectos étnicos numa visualidade da manualidade.

Orientador: Prof.ª Dr.ª Dilma de Melo e Silva

2006 – 2008 Mestrado em ARTES VISUAIS.

Instituto de Artes UNESP, UNESP, Brasil

Título: Uma possível arte afro-brasileira: corporeidade e ancestralidade em quatro poéticas, Ano de obtenção: 2008

Orientador: Prof. Dr. José Leonardo do Nascimento

2004 – 2005 Especialização em Linguagens Visuais.

Faculdade Santa Marcelina, FASM, Brasil

Título: O corpo e seu espaço no retrato negro

Orientador: Ermelindo Nardin

Bolsista do(a): Serviço Social da Comércio

1997 – 2000 Graduação em Educação Artística: Habilitação em Artes Visuais.

Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Sao Paulo, Brasil

WAGNER VIANA  

Formação acadêmica/titulação

2011 Doutorado em poéticas visuais.

Escola de comunicações e Artes da USP, ECA- USP, Brasil

Título: Espacializar o conceito e conceitualizar o espaço

Orientador: Geraldo de Souza Dias Filho

2006 – 2008 Mestrado em Artes.

Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Sao Paulo, Brasil

Título: Portinari menino e os circos, Ano de obtenção: 2008

Orientador: Claudete Ribeiro

2000 – 2004 Graduação em Licenciatura Plena em Educação Artística.

Faculdade de Arquitetura,Artes e Comunicações da Unesp, UNESP-FAAC, Brasil

Formação complementar

2014 – 2014 Curso de curta duração em Preparação pedagógica do PAE/ECA/USP.

Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ECA – USP, Brasil

2010 – 2010 Espelho fragmentado/ Geraldo Souza Dias.

Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ECA – USP, Brasil

2010 – 2010 Pintura: prática e reflexão (Paulo Pasta.

Instituto Tomie Ohtake, ITO, Brasil

2009 – 2010 A rede aprende com a rede – Mediador II.

secretaria da educação do estado de são paulo, SEE, Brasil

2009 – 2009 Um recorte sobre o sentir barroco/Sérgio Romagnolo.

Instituto de Artes – Unesp, IA – UNESP, Brasil

2008 – 2008 Curso de curta duração em a arte do brincante para educadores.

Instituto brincante, IB, Brasil

2007 – 2007 Curso de curta duração em treinamento para professores.

Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, MAE – USP, Brasil

2007 – 2007 Curso de curta duração em treinamento com o Kit de objetos Arq. e etn..

Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, MAE – USP, Brasil

2007 – 2007 Curso de curta duração em treinamento com o kit de objetos infantis indigena.

Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, MAE – USP, Brasil

2005 – 2005 ensino médio em rede.

Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, SEE-SP, Sao Paulo, Brasil Página gerada pelo sistema Currículo Lattes em 30/03/2015 as 13:50:50 Página 3 de 8

2003 – 2003 Curso de curta duração em pratica de improvisação.

Serviço Social do Comercio, SESC, Rio De Janeiro, Brasil

2002 – 2002 Curso de curta duração em canto coral e técnica vocal.

secretaria de estado da cultura, SEC, Brasil

2001 – 2001 Curso de curta duração em a cenografia no teatro.

secretaria de estado da cultura, SEC, Brasil

2000 – 2000 Curso de curta duração em Curso de preparação de monitoria.

MUSEU LASAR SEGALL, MLS, Brasil

RONALDO AUAD:

Ronaldo Auad Moreira é artista visual, professor e pesquisador do Instituto de Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal de Alfenas UNIFAL – MG, onde leciona disciplinas das áreas de Educação, Ensino da Arte, Arte, História da Arte e Semiótica Peirceana. Integra o corpo docente do Curso de Especialização (modalidade à distância) Teorias e práticas na Educação, onde leciona Planejamento e Ensino de Artes e A Criança e a Cultura: Movimento, Música e Artes Visuais na Educação Infantil. Elaborou e coordena o Curso de Aperfeiçoamento “Educação Infantil, Infâncias e Arte”. Possui graduação em Educação Artística – Habilitação em Artes Plásticas pela FATEA (Lorena, SP); mestrado em Ciência da Arte pela UFF – Universidade Federal Fluminense (Niterói, RJ). Atualmente, sob a orientação de Maria Lucia Santaella Braga, desenvolve pesquisa de doutorado no Programa Tecnologias da Inteligência e Design Digital – TIDD, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Sua experiência profissional como artista visual teve início em 1979, tendo realizado exposições no Brasil e no exterior. A docência em Artes Visuais, nos níveis Fundamental e Médio, foi iniciada em 1988; no nível Superior, em 1989; na Pós-graduação, em 2002. De 1993 a 2008, atuou como coordenador de curso na área de Licenciatura em Artes Visuais: de 1993 a 1999, na FATEA, Lorena, SP; de 1999 a 2008, no UBM – Centro Universitário de Barra Mansa, RJ. Sua experiência profissional concentra-se nas áreas de Artes Visuais, Ensino de Arte e Curadoria. Em sua atuação estão em pauta os seguintes temas: Semiótica Peirceana; Arte Contemporânea; Ensino Contemporâneo de Arte; Hibridizações de linguagens; Jogos com a visualidade (uma pesquisa em progresso a ser publicada em breve). Realiza estudos contínuos sobre a presença da Semiótica de Charles Sanders Peirce na contemporaneidade, a partir das publicações de Lucia Santaella. Leciona, desde o segundo semestre de 2009, a disciplina Semiótica Peirceana, oferecida nas modalidades optativa e eletiva. Atua nos seguintes grupos de pesquisa: Sociedade e Cultura Contemporâneas – linha de pesquisa: Semiótica da visualidade contemporânea; Grupo de Pesquisa Literatura, linguagem e outros saberes – Linha de pesquisa: A natureza híbrida da linguagem. Em outubro de 2012, Ronaldo Auad Moreira criou o Grupo de Estudos sobre Semiótica Peirceana da Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG, grupo inserido no site do CIEP – Centro Internacional de Estudos Peirceanos da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – link: http://estudospeirceanos.wordpress.com/2012/11/20/grupo-de-estudos-sobre-semiotica-peirceana-da-universidade-federal-de-alfenas-unifal-mg/

 

ROSELI DEMERCIAN ( LOLY) :

Graduação em Pedagogia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1987) Graduação em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2003), especialização no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo ( MAC/USP) 2004 e mestrado em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2010). Doutoranda em Comunicação e Semiótica pela Pontífice Universidade Católica de São Paulo, é curadora do Centro Cultural CasaGaleria e Artes. Tem experiência na área de arte/educação, História da arte e curadoria, atuando principalmente nos seguintes temas: arte contemporânea, novas midias e filosofia contemporânea

 

 

 

 

 

 

 

ROSA DOS VENTOS / texto curatorial

ROSA DOS VENTOS

Rosa dos Ventos, dentre outros vários significados, sugere o encontro de uma direção, um caminho a seguir, a própria orientação geográfica.

Vivemos a época da alteridade. É intuitivo que se impõem mudanças radicais no comportamento do homem, com o rompimento de fronteiras, o exercício tolerância religiosa, combate a todas as formas de preconceito e a compreensão e repressão às diversas manifestações de violência de gênero. Ou seja, a difusão de uma cultura de valorização do outro numa relação baseada no diálogo e valorização das diferenças, que são qualidades aptas a gerar multiplicação de ideias.

Na arte contemporânea estamos caminhando também para esta alteridade, daí a metáfora que se buscou na Rosa dos Ventos. Ela foi, na época de sua invenção (séc. XIV), fundamental para orientar os navegadores permitindo-lhes superar horizontes e descobrir novas terras e novas culturas. Assim como eles, a arte nos possibilita também conhecer outras terras, outras culturas, outras percepções de mundo.

Usando de uma certa extravagância poderíamos dizer que a exposição Rosa dos Ventos é uma noção de rizoma, pois não tem um centro e nem limites definidos, constituindo-se de nódulos semi-independentes, mas capazes de crescer e se expandir de forma autônoma.

No campo da arte/educação e da filosofia, experiência rizomática diz respeito à construção de um conhecimento e da experiência colaborativa, indene a modelos e princípios previamente estabelecidos. É exatamente esta a filosofia da presente exposição.

O espectador é ativo ao produzir a leitura da obra, absorvendo-a pela diferença de seus afetos, sua memória, seu tempo, seus conceitos, transcendendo no olhar as bordas dos quadros. Ele faz parte do mundo externo à pintura.

Os trabalhos de arte contemporânea são, de uma maneira geral, os vazios e as brechas que permitem ao corpo afetivo do espectador entrar na obra e reelaborar o sentido da arte renovada na direção do outro, num latente estado de espera. A obra é obra por desdobrar-se, por manifestar-se de outro modo a cada oportunidade em que é apreciada, de forma a potencializar e catalisar a própria transformação social.

Sejam bem-vindos à Rosa dos Ventos!

Loly Demercian – curadora de arte

Rosa dos ventos

Com lançamento super especiais para brindar o final do ano, a casagaleria Loly Demercian convida para celebrar 10 anos de compromisso com a arte contemporânea. E para isso acontecer, realizaremos a exposição Rosa dos Ventos, teremos artistas convidados e o acervo exposto. Será uma apresentação bem lúdica e cheio de novidades.

Só para esquentar o lançamento, leia o que significarosa_dos_ventos_by_wansart-d3h0rji Rosa dos Ventos:

Rosa dos Ventos simboliza a luz sorte, podendo significar também a necessidade de mudanças, de encontrar uma direçãoum caminho a seguir. A Rosa dos Ventos mostra a direção dos quatro sentidos fundamentais de orientação geográfica. O símbolo da Rosa dos Ventos representa uma volta completa do horizonte, com seus pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste;pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste e sudoeste; e pontos subcolaterais: nor-nordeste, lés-nordeste, lés-sudeste, su-sudeste, su-sudoeste, oés-sudoeste, oés-noroeste e nor-noroeste.

Exposição da artista Janaina Barros no Mackenzie

10286776_531832070253754_7337230643557721809_oNovos trabalhos da artista Janaína Barros no Mackenzie. Vale a pena confeir!!

Do dia 14 de novembro a 05 de dezembro

de segunda a sexta: 9.00 as 20 h

e aos sábados das 10.00 as 17.00h

Local: Rua Maria Antonia, 307 prédio 1- Centro Histórico e Cultural do Mackenzie.

Exposição: Ronaldo Auad

convite RONALDO AUAD (1)

MINAS / LIBANO: NÁGILA E OUTRAS PRESENÇAS

A mistura dos universos de duas culturas, a mineira e a árabe, é o fio condutor da mostra individual do artista Ronaldo Auad, que estreará em São Paulo em 8 de novembro (com abertura para convidados dia 7), na Casa Galeria Loly Demercian. O objeto desta exposição – a mistura dos universos mineiro e árabe – também se encontra desdobrado na exposição individual que o artista realiza atualmente no Instituto Moreira Salles de Poços de Caldas, Minas Gerais.

“Minas-Líbano: Nágila e outras presenças” permeia a memória do território de origem do artista – o interior de Minas -, que compreende elementos da arquitetura civil e religiosa, seus exteriores e interiores e aspectos da cultura árabe, relacionados à sua ascendência materna – sons, músicas, cheiros, tecidos, texturas e fotografias de álbuns de família.

Nágila é o nome da tia avó de Auad, falecida nos anos 1930, que esteve presente nas criações do artista. “Convivi com a memória dela, com as imagens. E ela tem sido sempre representada no meu trabalho a partir de um objeto, de um desenho, ou seja, ela faz parte do meu imaginário que abriga também a memória da casa de libaneses cheia de santos.”

Em relação ao que o público pode esperar da mostra, o artista afirma que “é uma obra composta mais de metonímias, de detalhes do que basicamente de um discurso visual próximo de uma narrativa fechada, algo que também não é a função da obra de arte”, ressalta Auad. “É uma obra que talvez pegue o intérprete pelo detalhe, pelo tecido, pela materialidade e outros elementos desse universo.”

A exposição “Minas-Líbano: Nágila e outras presenças” é dedicada a Lucia Santaella, professora, pesquisadora e principal representante da Teoria Geral dos Signos de Charles Sanders Peirce no Brasil.

Além de artista visual, Ronaldo Auad é professor e pesquisador do Instituto de Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL-MG, onde leciona Semiótica Peirceana e Artes: Fundamentos e Metodologias.

O artista tem obras incluídas nos seguintes bancos de dados, acervos e coleções: Programa Rumos Visuais 1999-2000 e 2001-2002 – Banco de Dados do Instituto Itaú Cultural Virtual, São Paulo, www.itaucultural.org.br; Museu de Arte Moderna de Resende (RJ); Coleção Eloá Bessa, Rio de Janeiro; Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro; Coleção Nicolette Lacerda Soares, São Paulo; Coleção Eduíno Orione, São Paulo; Coleção Lucia Vilaseca, Rio de Janeiro; Coleção João Bosco Millen, Barra Mansa; Coleção Claude Matchouline de Barros, São Paulo.

A exposição “Minas-Líbano: Nágila e outras presenças” ficará em cartaz de 8 de novembro a 5 de dezembro, com entrada franca.

Serviço:

Exposição “Minas-Líbano: Nágila e outras presenças”

Abertura: dia 7 de novembro, às 20h

Visitação: de 8 de novembro a 5 de dezembro de 2013, de terça a sexta-feira, das 11h às 20h e sábado das 11h às 15h

Local: Casa Galeria Loly Demercian – Av. Doutor Cardoso de Melo, 758/térreo – Vila Olímpia,

São Paulo – SP

Entrada franca

Mais informações: acesse www.casagaleria.com.br

Tel.: (11) 3841-9620

Nelo Pimentel : Refúgios

convite nelo

Texto critico: Exposição Refúgios

NELO PIMENTEL nasceu em 1948, na cidade de São Paulo, mas atualmente reside em San Isidro, província de Bueno Aires. Fez cursos de ilustração na Escola Panamericana de Arte, fotografia no Instituto IADE e artes plásticas na FAAP. Participou de ateliês com Baravelli, Fajardo, Resende, dentre outros. Expôs na Espanha, Argentina e no Brasil.

O artista tem paixão por barcos à vela, tanto que escolheu dentre várias cidades, expor em Ilhabela. Refugiou-se na Argentina, em Bueno Aires, mas sua alma continuou no Brasil, nos vilarejos daquela bela ilha no Litoral Norte de São Paulo, onde buscou inspiração no Sol, nas montanhas, no verde abundante, nos diversos tons de azul, bege, vermelho, mas principalmente nos barcos à vela ancorados, nos iates, nos barcos pesqueiros, nos barcos-moradia, barcos-passeio, barcos-vida.

Através dos barcos, NELO sinaliza sua paixão pela paisagem bucólica, sempre vazia de pessoas. Pode-se até fazer um paralelo com as obras dos pintores da transição da arte moderna, do pós 1ª Guerra Mundial, do retorno de estilos para a pintura naturalista, mas sem perder as cores conquistadas pelo fauvismo e cubismo, do pré-guerra.

A Escola de Paris, como foi rotulada, trouxe um estilo informal, com uma abordagem intuitiva e sensual, baseada em sentimentos, honestidade, franqueza e inocência.

No Brasil, essa tendência se manifestou na década de 30, com a arte naturalista/realista, do grupo Santa Helena e da família artística Paulista, em particular, com a linhagem novecentista de caráter neocezanniano.

NELO nos mostra essas tendências artísticas em seus trabalhos. As pinturas “COLONIA DEL SACRAMENTO”, “ILHABELA; PICO DO BAEPI”, RIO LUJÁN, RIO DA PRATA são alguns dos trabalhos que traduzem o pensamento do artista em contínuo processo, com as sutilezas das formas, às vezes arredondadas, às vezes geométricas, mas com o espírito das cores predominantemente primárias e secundárias.

Com essa visão, NELO PIMENTEL apresentará na CASAGALERIA LOLY DEMERCIAN, no período de 1ª a 31 de outubro de 2014, a exposição REFÚGIOS, presenteando-nos com seu olhar as sutilezas da vida dos barqueiros; um modo peculiar de ver a natureza, as coisas belas da vida simples, tais como uma brisa batendo no rosto, uma gota de chuva nas árvores, o respirar sentindo cheiro de terra, de água, o cantar dos pássaros e o som da natureza.

Ele nos faz refletir, por meio do seu trabalho, como é bom viver sem pressa, buscando, de vez em quando, um verdadeiro refúgio de paz.

Como disse Mário de Andrade, escrevendo para Adami, um artista Santa Helenista: […] às vezes a arte tem dessas: cria obras balões, que, soltas na vida, não carecem mais da mão que fez para brilhar e peneirar no céu” (Chiarelli, Tadeu: Arte Internacional Brasileira: Lemos editorial, São Paulo: 2002. p.81).

Loly Demercian

Exposição Gianou Viana

IMG_4205TEXTO CRITICO:

EM BUSCA DA TERRA DO ANTES

Gianou Viana

Seu percurso poético deflagra suas memórias de menino, vindo do nordeste, isto é, uma paisagem seca e de casas velhas, feitas de pau a pique, cuja técnica de entrelaçamento de madeiras com vigas verticais fixadas no solo e vigas horizontais, geralmente de bambus, amarradas entre si no cipó.

Se verificarmos atentamente em seu trabalho, em suas Xilogravuras feitas com tiras de papel, longas, verticais, ele representa suas memórias. As estruturas verticais e horizontais, que são as matrizes de uma peça única, funcionam como módulos retorcidos, dando a estrutura dos galhos das árvores secas e os retorcidos das vigas das casas do sertão do nordeste, proporcionando uma diversidade enorme de configurações, que variam de sentido e intensidade através das cores vermelha e preta.

O vazio em relação às áreas impressas, faz-nos entrar em suas tramas retorcidas, na trama de um fenômeno extremamente sensível, que pode descortinar pensamentos inimagináveis.

Como sua pesquisa teve continuidade, Gianou, em seus pensamentos, se perguntou; “O que eu retive desse passado que me faz perceber o presente? O conteúdo percebido por Gianou, a intencionalidade que conecta o futuro e o passado, ancorando em nosso ambiente (Merleau-Ponty, 1994[1]), fez com que o artista temporalizasse uma síntese ou uma unidade de seus pensamentos, dando uma nova forma em sua percepção dos trabalhos feitos anteriormente, como um dualismo, sujeito/objeto, sua experiência atual de estar presente no mundo, sua experiência cognitiva com um corpo fenomênico.

Gianou deu vida aos seus esboços, aos seus pensamentos, nas funções estruturais da representação, construindo casas em maquetes, como se mapeasse vários processos cognitivos de formas que até então estavam abstratas nos entrelaçamentos das casas de pau-a-pique, buscando a terra do antes, viabilizando a materialidade.

Loly Demercian[2]

 

[1] Merleau-Ponty, M.: Fenomenologia da Percepção. Trad. Carlos Alberto de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 1994

 

[2]Graduação em Pedagogia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1987) Graduação em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2003), especialização no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo( MAC/USP) 2004 e mestrado em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2010). Doutoranda em Comunicação e Semiótica pela Pontífice Universidade Católica de São Paulo, é curadora do Centro Cultural CasaGaleria e Artes. Tem experiência na área de arte/educação, História da arte e curadoria, atuando principalmente nos seguintes temas: arte contemporânea, novas midias e filosofia contemporânea.